terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Ponta dos pés

Busco um amor
Que seja sincero, verdadeiro
Que me domine por completo

Como uma criança
Fico na ponta dos pés
Levanto as mãos
E não consigo, o que quero pegar


Sinto que é algo
Que não posso ter
Que não posso alcançar

Falta alguma coisa
Para chegar lá
Talvez precise crescer mais
Ou uma cadeira pegar
E assim finalmente chegar lá

Noite que não termina

Ruas desertas
Olho cada janela
Vejo as luzes se apagarem
A cada vez que penso

Respiro esse ar nostálgico
Nuvens movidas pelo vento
Moldam loucos sonhos

A madrugada chega
Somente a luz da lua me ilumina
Meus pensamentos e devaneios
Nessa noite que não termina

quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

Velados murmúrios

Ouço sussuros
Trazidos pelo vento
Escuto coisas que atiçam meus pensamentos
Me fazendo refletir

Velados murmúrios
Parecem vir de todos os lugares
trazendo novas histórias e verdades

Doces mentiras
Que simplesmente despertam sonhos
Que ainda finjo acreditar

Rodeado de velhos amigos
Bem perto de tantos poemas escritos
Da minha arte desenvolvida
No som vindo da poesia

Giz

Escrevo sobre o chão
Minhas dores meus tormentos
Minhas lembranças e lágrimas
Meus mais íntimos pensamentos

Sonhos vão sendo aos poucos
Descritos e revistos
Meu giz elaborando rabiscos

Linhas bem ou mal escritas
Que descrevem minha vida
Minhas histórias vividas

A cada linha que risco
Com meu pedacinho de giz eu insisto
Em mostrar mais dos meus sentimentos
Deixar um simples pedaço do meu coração

Estilhaços

Acreditou por tanto tempo em mentiras
Em juras de amor falsas
Numa felicidade irreal

Viu o que nunca queria ver
Foi simplesmente inevitável
Não era para estar ali

Descobriu o quanto fora enganada
Por quanto tempo ele fingiu
E mesmo que sinta algo
Simplesmente depois disso, já sumiu

Com o coração em mil pedaços
Rasgou todas as lembranças
Jogou tudo fora, para bem longe
E agora ela já não sabe onde está