sábado, 27 de fevereiro de 2010

Matemática

Todos os números passam pelas nossas mentes
Os sinais e representações nos confundem
Seus pensamentos e receios se misturam
Transformando sua mente
Em infinitas combinações de novos pensamentos

Suas qualidade se somam
Seus erros subtraem
Seus defeitos se multiplicam e são deduzidos
Das coisas boas
Nessa álgebra que se estende pela vida
Na qual somos uma fração ínfima

Se quisermos mudar o mundo
Precisaremos chegar próximo ao inteiro
Descobrir a raiz do problema
Definir novas atitudes para o sistema
Buscando igualar nossos sonhos a realidade

Disperso

Não é tão fácil assim entender
Todos os motivos que me levam a pensar
Formando perguntas sem respostas
Ideias sem sentido

São tantas coisas que passam pela minha mente
Vários assuntos que vagam
Não consigo focá-los

Pareço distante
Buscando em algum outro modo
Uma nova fonte de prazer
Que me tire dessa monotonia
Que me devolva a alegria

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A fuga

Meus olhos procuram
Mergulham em terras que não se findam
Perdem-se nas brechas do destino
Buscando soluções no infinito

Meu sangue corre
Atravessa as fendas de um sonho
Despeja-se nas jarras da sorte
Foge de tudo, apenas corre

Meus dedos apontam
Para onde meu destino e o meu desejo se encontram
Onde segredos e mistérios se ocultam
Seguindo uma nova estrada

Minha alma sente
Está caindo no precipício do imprevisível
em meio aos tantos jogos que a vida impõe
Chocando-se com uma parede indestrutível
Para fugir de um futuro submerso no vazio

Na veia

Tem que ter coragem na veia
Para realizar sonos e ambições
Impedir que o medo mude uma vida inteira
Sentir a energia fluir

Não sinta vergonha
Por fazer o diferente
Fazer o que acha certo
Deixar seu corpo viver

Encare de frente a vida
Ignore todas as mentiras
Faça seu sangue correr

Busque por liberdade e superação
E o seu caminho
Sinta seu coração bater

Metrópole


Tudo corre na cidade grande
Tanta gente com pressa
Que só para frente olham
Não percebendo nada do que se passa

O vento não sopra
Entre os monolitos de ferro
No calor que nos sufoca
Repleta de carros se espremendo pelas ruas


Todos correm e nada reparam
Estão sempre atrasados
Que já mal conseguem viver