quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Penumbra

Sigo andando noite a dentro
Sem sono, ao relento
Perambulando pelas ruas mal iluminadas
Esperando pelo sol que teima em nascer

Tropeçando pelos obstáculos ocultos
Que nem mesmo a fraca luz dos postes querem iluminar
Tendo a solidão como a única companheira
Presa ao meu peito, sem querer largar

Tento enxergar uma saída
Esfrego meus olhos inchados
No meio de toda essa estrada vazia
Mas todos os caminhos me levam ao ponto de partida

Sozinho continuo seguindo
Dentro da penumbra eu vou tentando
Encontrar o caminho que me tire
Dessa solidão que teima a esperar o sol nascer

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