quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Rio do destino

O rio corre incessantemente
Até encontrar seu destino
Fazer parte de algo maior

A água flui constantemente
Ultrapassando todos os obstáculos
Percorre os caminhos
Nunca se detém

Com  ele carrega vida
Esperança, pureza
Encanta os olhos
Tamanha sua beleza

A simplicidade da natureza
Nos ensina uma grande lição
Sempre correndo e nunca

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Penumbra

Sigo andando noite a dentro
Sem sono, ao relento
Perambulando pelas ruas mal iluminadas
Esperando pelo sol que teima em nascer

Tropeçando pelos obstáculos ocultos
Que nem mesmo a fraca luz dos postes querem iluminar
Tendo a solidão como a única companheira
Presa ao meu peito, sem querer largar

Tento enxergar uma saída
Esfrego meus olhos inchados
No meio de toda essa estrada vazia
Mas todos os caminhos me levam ao ponto de partida

Sozinho continuo seguindo
Dentro da penumbra eu vou tentando
Encontrar o caminho que me tire
Dessa solidão que teima a esperar o sol nascer

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Menino de lata

Ele sonha em viver
Uma grande paixão...
De sentir aquela sensação
De ser amado por alguém

Atravessando ruas
Repletas de pessoas apressadas
Caminhando com suas peças enferrujadas
Rangendo desolado por aí

Pobre garoto de lata
Perdido em um mundo repleto de caras de pau
Procurando algum coração
Que fora esquecido pelo chão

domingo, 17 de julho de 2011

Oceano

Meu coração é como um oceano
Imenso, profundo, interminável
Há horas que cabe em um pequeno copo
Que alguma criança teima em levar para casa

As vezes frio
Outra vezes acolhedor
Vivendo muitas calmarias
Que tem hora certa para passar

De tempos em tempos
Atraído pela lua, por quem continuo a me apaixonar
Mesmo sabendo que logo ela irá embora

Ele e suas marés imprevisíveis
De proporções imensuráveis
Mesmo repleto de água, possui vazios intermináveis

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Movimento da Maré

Não me reconheço mais
Diante de tantas facetas
Inconclusivas
Irreais

Não encontro minha resposta
Nem o limite de minha espera
Que é maior do que era
A vontade vem e passa
Como o movimento da maré
Que por onde chega me arrasta
Levando me a onde ela quer


Simplesmente corro
Perseguindo o que muitos dizem intangível
Mas no fundo do meu coração
Sei que ainda é possível

terça-feira, 28 de junho de 2011

Busca do elo perdido

Os dias a passar
O clima a mudar
Tremendo em meio ao frio, eu estou

Algo se perdeu
Não sei se foi  o mundo ou só  fui eu
O que sei é que algo me falta agora

Tento, sem cansar de procurar
No topo das montanhas, na beira do mar
O vento soprando gélido em meus ouvidos
Me iludindo, me dando falsos indícios

Não consigo me achar
Seja aqui ou em qualquer lugar
Eu sei, perdido estou
A felicidade procurar

domingo, 12 de junho de 2011

Lições

Eu olho para trás

Para tudo o que machucou
Que me iludiu, me perseguiu


Tantas lições aprendi
Com os fracassos sucessivo que sofri
Me fazendo evoluir




As feridas abertas
Que me fizeram sangrar



Estão cicatrizando
Voltando ao normal devagar


A dor que eu senti

Já passou, sumiu e me deixou



Um pouco mais leve

Para que eu possa seguir adiante